quarta-feira, 14 de abril de 2010

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terça-feira, 6 de abril de 2010

...quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.

"Penso em você apesar de não sentir sua falta e muito menos sua presença. penso em você porque sinto um vazio, que eu não sei do quê e nem por quê. Revelo, então, mais uma vez, minha estupidez, já que não é você quem vai me salvar e nem muito menos me catapultar pra uma dimensão mais tranquila e menos ansiosa de coisas que não têm nome."

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"(...) depois partiu sozinho. Não fizeram planos.
Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada."

- - Caio Fernando Abreu

domingo, 28 de março de 2010

...nas tuas coxas o orvalho frio.

Sou metade vazia quando a noite me consume.
Sem distorções,com sentidos impulsivos realizo o que apenas faço por necessidade carnal.
Jovens excessivos fazem do meu veneno,redenção.
Meros desconhecidos a ponto da explosão sexual.
Uma garota carente.
Um rapaz a clamar uma urgente fome.
A noite decorre,a desordem prazerosa da madrugada enlouquece irracionalmente.
Sou o objeto de admiração do entusiasmo alheio de ambos.
O Ego retorna.
A solidão também.
No entanto a síntese da ardente ocasião é algo tão asqueroso que...
preferia estar sendo desnecessária.
Afinal...quase detesto a beleza da facilidade imunda.

*DC

"“Sempre haverá algo para arruinar as nossas vidas. Tudo depende “de que” ou o que “nos encontra primeiro”. Você está sempre maduro e pronto para ser tomado.”
- - -Charles Bukowski

sexta-feira, 26 de março de 2010

Do ardor alheio



Nessa noite me embriago.
No coração amputado carrego cínicos sentimentos.
Hoje me permito.
Antro escuro,música a causar sensações de caos.
Me acalmo.
Cuervo e cigarro para não me acanhar.
Do estrago,esqueço da tua ausência.
Os desejos explodem.
Entrelaço-me intensamente e gosto.
A madrugada decorre entrega de acordo com a minha fome.
Poucas palavras e toques que muito dizem.
Estou em chamas pelo fogo alheio.
Não hesito em deixar-me enlouquecer com os beijos ousados.
As mãos se perdem ao dançarem pelos contornos do corpo.
Aceito a valsa do momento.
A música termina,as luzes da noite se acendem.
Despeço-me do delírio.
Volto a habitar o disfarce de não tê-la mais.
No entanto,dos desejos consumados...
permito-me infeliz,sorrir a ilusão.

*DC

quinta-feira, 25 de março de 2010

Love Don't Live Here Anymore

You abandoned me
Love don't live here anymore
Just a vancancy
Love don't live here anymore

When you lived inside of me
There was nothing I could conceieve
That you wouldn't do for me
Trouble seemed so far away
You changed that right away, baby

You abandoned me
Love don't live here anymore
Just a vancancy
Love don't live here anymore

Love don't live here anymore
Just emptiness and memories
Of what we had before
You went away
Found another place to stay, another home

You abandoned me
Love don't live here anymore
Just a vancancy
Love don't live here anymore

- City and colour

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A noite do teu beijo

Adormeci inquieta.
Embalada por fragmentos de um ardor acumulado...
aproximei-me do delírio.
Ela sussurra Contentamento.
Eu,grito por demência prazerosa.
O desejo,compartilhamos com devida intensidade.
Quando mãos famintas pelo consumir se encontram...
é preciso se desfazer.
Deixar-se chama no fogo desconhecido.
E entrelaçei-me na fuga da noite.
A senti esvaecendo com um brando furor.
Nesse meu equilíbrio,sou todos os amantes a saciar o requinte da loucura.
Minha querida...
demora-te no arrebatar da minha febre.
Assim,do meu passo mais disforme...
a faço dançar de acordo com o perder do momento.

*DC

sábado, 11 de julho de 2009

sossego inquieto

.Posso na mesma noite,ao rasgar de todos os dias,reclamar.
Reproduzir insatisfação é quase como respirar.
E submeter-me á dôr de sentir falta é como o piscar dos olhos.
Eu tinha o ranger de tua derrota que me confortava.
Tua essência se entregando á minha fome era de certa forma,espetacular.
Mas aí tropecei,como de costume.
Dessa vez,mal saberia eu que poderia tal me deixar a rastejar tormento por um longo decorrer dos dias...
e por uma demorada aflição de noites insones.
E fugi.
Não a vejo mais.
Não temo encontrar-te pelas ruas em que caminho.
Mantive os punhos fechados e o peito ainda a sangrar.
Uma ou outra distração,e ninguém,supera teu vazio que tanto me preencheu.
Erguendo equilíbrio,veio-me laços sutis de um sossego inquieto.
Ele estendeu a mão oferecendo-me carinho.
- Mais um - pensei.
Canso-me dessas miseráveis almas que se dispõe a me amar.
Lhes dou carinho quase movido apenas por certa fome irracional e...
acabam por almejar o impossível.
És um tolo.
o sossego inquieto.
E proclamou despedida.
Porque não sabe lidar com o desprezo.
Eu o cuspo,meu caro.
Covarde,ele argumenta com plena destreza.
Sua aptidão para disfarçar fracasso é quase que belamente plausível.
E sinto sua falta,com uma dôr patética.
Ela?
Pulsa em meu peito qualquer sentimento que possa me fazer deplorar.
Ainda a guardo,como a náusea a ser sentida sempre,diante o receio da verdade.
Mas você,perversa calmaria...sossego inquieto...
guardo na esperança frustrada da revolta.

- Anda-te ao meu lado e lhe faço virtude hipócrita. -

*DC